6 de março de 2009

Crise ¬¬

A crise dá a sensação de que algo está se movendo, quando nada se move.


A crise dá ao político uma sensação de utilidade. A crise estimula os senadores e deputados.

A crise permite rostos graves, frontes preocupadas, que sempre

impressionam os leitores.


A crise cria um suspense, a vida fica mais excitante.A crise estimula a inteligência.

A crise é boa para ex-presidentes que passam à História como bons governantes.

Aliás, a crise tem o mérito de transformar a todos nós em politicamente corretos. Todos somos politicamente corretos, menos a crise.


A crise é assunto. Todos escrevem sobre a crise,(estou cumprindo a profecia kkk) como se fosse uma musa, uma mulher.A crise não é uma mulher. Se bem que a crise é boa para

justificar broxadas: "Minha filha... desculpe... é a crise...”


A crise tem esta serventia também: limpar pessoas.A crise lava pessoas como a Bahamas lava dinheiro.A crise é boa para limpar prestígios. Corrupto vira reformador

moral.


A crise é boa para aumentar o contato com o absurdo, logo, com o mistério da vida. Neste sentido a crise é filosófica. Aumenta a profundidade dos políticos. Daí dizer-se: "É profunda a crise..."


A crise é neoclássica, uma renascença.(:O)

A crise é democrática como a morte: ela poderá atingir a todos,

com exceção dos políticos, claro, que ganham bem(prefiro nem comentar..) e podem ficar intocados pela adversidade,nas suas mansões de milhões.


#A crise penetrou como um assaltante a minha casa..

4 de março de 2009

chiclete!!

Um brasileiro está calmamente tomando o café da manhã quando um argentino típico, mascando chicletes, senta-se ao lado dele.

O brasileiro ignora o argentino (óbvio) que, não se conformando, começa a puxar conversa:
Argentino: Você come este pão inteirinho?

Brasileiro (de mau humor): Claro.

Argentino: Nós não. Nós comemos só o miolo, a casca nós vamos juntando num container, depois processamos, transformamos em croissant e vendemos para o Brasil.

O Brasileiro ouve calado.

O Argentino insiste: Você come esta geléia com o pão?

Brasileiro: Claro.

Argentino: Nós, não. Nós comemos frutas frescas no café da manhã jogamos todas as cascas, sementes e bagaços em containers, depois processamos, transformamos em geléia e vendemos para o Brasil.

Brasileiro: E o que vocês fazem com as camisinhas depois de usadas?

Argentino: Jogamos fora, claro!

Brasileiro: Nós não. Vamos guardando tudo em containers, depois processamos, transformamos em chicletes e vendemos para a Argentina.

# essa piada é porque eu tow precisando rir na vida..Queria pedir minhas mais sinceras desculpas a vocês leitores que tão sempre comentando e eu sumo..é porque não sei administrar os blogs(sou completamente bagunceira,desmemoriada e lenta!!) mas vou visita-los!Esperem \o/

1 de março de 2009

Liberdade de hj

No fim do século XIX, as mulheres se contorciam em ataques histéricos, pela repressão vitoriana. A paranóia se espalhou entre as duas guerras mundiais. O desespero e o absurdismo tomaram o mundo pensante após a Segunda Guerra, porque depois de Auschwitz tudo era possível. Qual será a loucura típica de hoje, aqui e no mundo? Aqui no Brasil, a loucura de hoje é imperceptível. Este clima geral dispersivo, pagodeiro, gargalhante, desreprimido parece liberdade, mas não é.


Mas e nós?Temos hoje liberdade para desejar o quê?

Não é estranho? Viramos um grande "pagodão" e não adianta racionalizar e dizer que é "legal". Não é. É uma bosta.


As paixões passaram há durar o tempo entre duas reportagens de Caras. O amor é um pretexto para a orgia de troca-trocas narcisistas. O casamento virou um arcaísmo careta. O sexo, uma competição de eficiência (inventaram pílula da paixão pow!!). Onde está a sutileza calma dos erotismos delicados? Onde, o refinamento poético do êxtase? Nada. No sexo, o desejo é virar máquina e atingir o desempenho perfeito, o orgasmo definitivo.


O mal ficou banalizado e o bem, um luxo ridículo, quase uma vaidade, um hobby. Estamos nos acostumando a isso. Pior que a violência é o acostumamento com a violência. Não é nem cinismo; é tédio. Há um sentimento difuso de que não podemos fazer nada, o que gera o sucesso dos evangélicos tipo Igreja Universal e o perigo de populismos fascistóides.


Restam algumas esperanças!! Não podemos continuar aceitando tudo, num conformismo cínico e individualista.


# pessoal obrigada pelos selos!!beijO